Meu direcionamento atual e as inteligências com as quais tento trabalhar hoje só foram possíveis pelos ensinamentos, bondade e paciência de meu professor Lama Padma Samten, que abriu o caminho para as práticas de estabilidade, sabedoria e compaixão dos budas e bodisatvas.

Agradeço também todas as linhagens que mantém viva e disponível a possibilidade da iluminação completa. E especialmente os professores e professoras do Dharma que tive a sorte de encontrar presencialmente: Lama Alan Wallace, Mingyur Rinpoche, Jetsunma Tenzin Palmo, Tenzin Wangyal Rinpoche, Phakchok Rinpoche, Dzigar Kongtrul Rinpoche, Lama Zopa Rinpoche, Matthieu Ricard, Chögyal Namkhai Norbu, Dzongsar Jamyang Khyentse Rinpoche, Lama Tsering, Chagdud Khadro e Sua Santidade o Dalai Lama.

Pela formação de três anos, me capacitando a oferecer intensivos de TaKeTiNa no Brasil, agradeço Reinhard Flatischler (criador do método) e Cornelia Jecklin.

Agradeço imensamente também o apoio de minha parceira Isabella Ianelli, de Jeanne Pilli, Denise Barranco, Inez Campos, Stela Santin, Marcia Baja, Henrique Lemes, Marcelo Nicolodi, Mariana Aurélio, Eduardo Pinheiro, todos os praticantes ligados ao CEBB e também de outras sangas, de Eduardo Amuri, Fábio Rodrigues, Polliana Zocche, Guilherme Valadares, Felipe Ramos, de Bruno Ribeiro, Vanessa Krauskopf, Pati Passoni, Ian Black, Jeanne Callegari, Ana Thomaz, Mary Kogen, Lu Horta, Fernando Barba, Malu Maia, Jairo Viviani, de minha irmã Claudia, de meu irmão Alexandre Junior, de meu primo Bruno, de minha tia Benê, de meus pais Alexandre e Maria José, de meus avós, das várias pessoas que se alegram com minha vida e das incontáveis outras que já me ajudaram de algum modo sem saber.

Before Sunset (Antes do Pôr-do-sol)

“If there’s any kind of magic in this world, it must be in the attempt of understanding someone, sharing something. I know, it’s almost impossible to succeed, but . . . who cares, really? The answer must be in the attempt.”
-Celine in
Before Sunrise.

Não sei se é porque eu acho a Julie Delpy maravilhosa, ou sou fã de “Waking Life”, ou se porque tenho uma conexão extrema com a mente de Richard Linklater, mas BEFORE SUNSET é o grande filme (junto com seu predecessor) sobre conexões humanas.

Magnolia, 21 Gramas, Amelie Poulain… todos eles tem como coração algo que pode ser descrito com uma simples palavra: “conexão”. E estes dois filmes de Linklater são somente sobre isso: conexão.

Quem já teve uma conversa além do tempo, ou quem já passou por aquele momento de poder falar de dentro do outro, de poder sorrir de dentro do outro, por dentro de seus olhos, de tocar a alma do outro e ter a inabalável certeza de que o outro sente exatamente a mesma conexão (como diz Ken Wilber: “the mystery where two souls touch each other and know that they have done so“)… estas pessoas estavam comigo chorando na sala do cinema. Estas pessoas estão comigo agora, enquanto escrevo este breve relato. Estas pessoas são o único motivo pelo qual morrerei feliz: saber que a conexão nunca cessará. Pois o amor que se sustenta na eternidade não é o amor entre duas pessoas, mas simplesmente o amor impessoal. Estas pessoas me ensinam que a conexão é sempre a mesma, em suas mil formas, e que o sentido de uma vida surgirá sempre em sua conexão com outra.

O mundo humano é realmente fantástico. Os olhares, as palavras, o modo como somos todos frágeis e fortes ao mesmo tempo. Como somos inseguros, carentes e radiantes. O bom humor… que coisa mais estranha e inexplicável é este nosso talento para rir e fazer rir!

A conexão. Se somos seres de desejo, se nosso mundo é o que mais vivencia a insatisfação, é porque somos, antes de tudo, seres de conexão.

Agradeço a Julie Delpy, Ethan Hawke e ao genial Richard Linklater. Um profundo Gasshô a todos vocês!

Semana que vem vou de novo ao cinema. E por amor à humanidade, vá você também!

Arriba!